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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arqueologia
N.º de Inventário:
17027
Supercategoria:
Arqueologia
Categoria:
Instrumentos e utensílios
Denominação:
Candil
Datação:
XI d.C. - XII d.C. - Idade Média - Contexto Islâmico
Matéria:
Bronze
Técnica:
Metal vazado em molde. Decoração em relevo e incisões
Dimensões (cm):
altura: 7,8; diâmetro: 6,3, base; 7,5, depósito.; comprimento: 13,8, total.;
Descrição:
Candil de metal com dois bicos de canal (um mutilado). Na base possui um pé ôco, entre cilíndrico e troncocónico alargando suavemente na base e rematada por uma aba extravasada. Sobre essa peça assenta o depósito em forma de esfera cortada por dois planos horizontais equidistantes do centro formando dois discos de diâmetro igual ao da aba extravasada. Da parede esférica nasce um bico de canal com paredes laterais planas e fundo em meia cana, subsistindo o orifício de um outro bico entretanto mutilado, asa aplicada à mesma parede esférica com um ornamento saliente no topo. No centro do disco superior do depósito existe um pequeno orifício redondo e na sua prumada um outro orifício, exactamente igual, no centro do disco inferior. Este último orifício destina-se a receber o cravo de fixação ao pé alto dos candis desta tipologia. Decoração em relevo com pequenas incisões centrada exclusivamente em torno dos orifícios donde saem os dois bicos de canal, espécie de moldura em formade arco polilobado. Apresenta patine homogénea em toda a superfície.
Incorporação:
Doação - Oferta do Reverendo Jacinto Augusto Quintino, na altura Prior de Cacela.
Proveniência:
Quinta da Fidalga
Origem / Historial:
Este candil foi encontrado na Quinta da Fidalga (Cacela) e oferecido em 1896, ao então Museu Ethnographico Portuguez, por intermédio do Reverendo Jacinto Augusto Quintino, na altura Prior de Cacela. A produção de artefactos de metal de carácter utilitário ou meramente decorativo executados com aplicação de técnicas tão diversas como moldagem, martelagem, gravação, cinzelagem ou tauxia tem uma longa tradição no mundo islâmico. Das oficinas surgidas no Irão Oriental já no séc. IX em breve se expandiu para outras zonas do mundo islâmico. No al- Andalus atingiu o seu auge no séc. XII. Actualmente conhece-se numerosos exemplares de candis islâmicos de metal, lisos ou com profusa ornamentação de carácter geométrico, zoomórfico ou epigráfico, de um ou vários bicos de canal, como por exemplo em várias colecções de Espanha, Berlim (Museum fur Islamische Kunst / Dahlem), Paris (Museus do Louvre e do IMA) ou Londres (British Museum). Em Portugal, além deste excepcional candil de dois bicos no acervo do MNA, são conhecidos mais dois candis em metal, de um bico só, sem orifício no fundo e praticamente sem decoração, exceptuando a asa, nomeadamente um recolhido num antigo cemitério de Faro e outro encontrado nas excavações em Mértola. Existe ainda um exemplar de candil de metal, este com depósito aberto, proveniente de Silves, actualmente no acervo do Museu de Lagos. Recentemente foi exumado em Silves um outro candil em metal de dois bicos de canal, de dimensões mais pequenas e da época mais tardia, nomeadamente almóada. Figurou na exposição do 1º Centenário da Carta Archeologica do Algarve, organizada no MNA em 1978/79, com a indicação de ter integrado a colecção do Museu Archeologico do Algarve, o que não tem fundamento, uma vez que é perfeitamente documentada a sua oferta a este Museu em 1896, muito posterior à extinção daquele museu. Estudo da peça : Eva - Maria von Kemnitz.
 
     
     
   
     
     
     
 
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