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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Palácio Nacional da Pena
N.º de Inventário:
PNP2784
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Vidros
Denominação:
Painel de vitral
Título:
Dona Agnes, Duquesa da Baviera
Autor:
Autor não identificado
Centro de Fabrico:
Alemanha, Landshut
Datação:
1314 d.C. - 1320 d.C.
Matéria:
Vidro
Técnica:
Vidro transparente e vidro corado na massa. Pintura a grisalha
Dimensões (cm):
altura: 65; largura: 53;
Descrição:
Considerado o mais antigo vitral existente em Portugal, datado das primeiras décadas do século XIV, este painel de vitral, composto por vidros incolores e vidros corados na massa com pintura a grisalha, representa Domina Agnes – Dvcissa Bawarie (Dona Agnes, Duquesa da Baviera), tal como pode ser lido no terço superior da composição. * * * A figura de Agnes destaca-se do fundo azul, apresentando-se voltada a três quartos sobre a sua direita. Traja uma túnica vermelha sobre a qual assenta um manto verde liso forrado a branco, unicamente decorado por uma faixa cor de ouro, na última parte do tecido, a qual apresenta uma bordadura e decoração interior em xadrez da mesma cor. A cobrir-lhe os cabelos, um véu branco pende-lhe até aos ombros. A sua mão direita pousa aberta sobre o peito, enquanto a esquerda prende duas pontas do manto na zona da cintura. * * * Agnes é ladeada por dois pináculos góticos a amarelo e negro com pormenor rubro que simulam uma construção arquitetónica. Estes dois elementos denunciam que este painel fizera parte de um retábulo. Com efeito, antes de integrar a coleção de D. Fernando, este painel pertencera a um conjunto concebido para a capela de Santa Afra no convento cisterciense de Seligenthal, perto de Landshut (Munique). Esse retábulo está hoje disperso entre Sintra, o Museu Nacional Bávaro em Munique e o Museu Victoria & Albert em Londres. * * * A inscrição do painel indica-nos que a figura representada em posição de humildade e devoção é Agnes, duquesa da Baviera. Pese embora o título de Duquesa da Baviera, não é clara a identidade da pessoa a quem o painel se refere. O painel de vitral que se conserva no Victoria and Albert Museum, em Londres, também representa uma Agnes, duquesa da Baviera. Para esse painel foram já enunciadas três propostas de identificação, que são igualmente viáveis para o painel de Sintra: (1.) Agnes de Wittelsbach (1254-1315), filha de Henrique XIII, duque da Baixa Baviera, e irmã de Isabel de Wittelsbach, religiosa no convento de Seligenthal que também figura no retábulo a que este virtal pertence. Tal como a irmã, Agnes igressou no convento de Seligenthal e aí permaneceu até à sua morte; (2.) Agnes do Palatinato (1201-1267), casada com Otto II, duque da Baixa Baviera, filho de Ludmilla da Boémia (fundadora do convento de Seligenthal). Agnes do Palatinato era avó paterna de Agnes e Isabel de Wittelsbach; (3.) Agnes de Glogau (c.1293-1361), casada com Otto III, duque da Baixa Baviera, filho de Henrique XIII e irmão de Agnes e Isabel de Wittelsbach. Agnes ingressou e morreu em Seligenthal após ter enviuvado duas vezes.
Incorporação:
Transferência - Transferido após 1910 do Palácio da Necessidades para o Palácio Nacional da Ajuda, onde permaneceu até 1949, quando foi transferido para o Palácio Nacional da Pena.
Origem / Historial:
Das três hipóteses, é provável que a figura representada no painel do Palácio da Pena seja Agnes de Wittelsbach. Com efeito, o retábulo terá sido construído nos inícios do século XIV e, por essa altura, já Agnes do Palatinato falecera há cerca de quatro décadas. Por outro lado, Agnes de Glogau tinha recentemente enviuvado de Otto III, pelo que será, muito provavelmente, a representada no painel de Londres, cuja legenda a descreve como "esposa". Acresce ainda o facto de existir um painel de Isabel de Wittelsbach, irmã de Agnes, no Museu Nacional Bávaro, pelo que é possível que estejamos perante a representação da mesma geração. Desconhece-se o percurso deste painel desde a Capela de Santa Afra, no convento de Seligenthal, até Lisboa. Porém, sabe-se que, entre os meados do século XIX e os primeiros anos da República, este painel esteve colocado numa folha de janela da Sala de Jantar dos aposentos de D. Fernando II no Palácio das Necessidades, juntamente com vários outros painéis dos séculos XVI, XVII e XVIII.
 
     
     
   
     
     
     
 
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